quarta-feira, 29 de junho de 2011

Cristo Sacerdote


Nossa família religiosa celebra na quinta feira após o dia de Corpus Cristi a solenidade de Cristo Sacerdote, ele é o centro de nossa vida oblaciana. 

Brasão de nossa Congregação



 No centro do brasão de nossa congregação encontramos o símbolo de Cristo, principio e fim indicando que, na vida do Oblato, Cristo deve ser o centro e a razão de sua vida. 




No entanto, poderíamos nos perguntar: Jesus foi Sacerdote? Certamente, se o analisarmos do ponto de vista histórico-social, responderemos que não. Esta resposta pode espantar. Mas se observarmos com atenção os Evangelhos perceberemos que Jesus não pertencia à linhagem do sacerdócio judaico, não sendo por isso sacerdote.

De fato podemos notar que Jesus não é sacerdote segundo o sacerdócio da Antiga Aliança, em que o Sacerdote deveria oferecer sacrifícios de animais a Deus em expiação pelos seus pecados e pelos do povo. Como nos ensina a Carta aos Hebreus, Jesus é sacerdote sim, mas de uma Nova Aliança firmada não no sangue de cordeiros e bodes, mas no seu corpo e sangue. Nesta Nova Aliança Cristo é o sacerdote (aquele que apresenta o sacrifício) e também a vítima (que é oferecida).   É este o sacrifício da nova e eterna aliança que celebramos no sacramento da Eucaristia. 

Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote é aquele que está junto do Pai como nosso mediador. A carta aos Hebreus nos mostra que este sumo sacerdote que está junto do Pai é capaz de nos compreender e de se compadecer de nossas fraquezas, pois ele mesmo foi em tudo semelhante nós.  "Porque não temos nele um pontífice incapaz de compadecer-se de nossas fraquezas. Ao contrario, passou pelas mesmas provações que nós, com exceção do pecado" (Hb. 4, 14-15)
Por meio deste Sumo Sacerdote, solidário com nossa humanidade, podemos nos aproximar confiantemente de Deus Pai. "Aproximemo-nos, pois, confiadamente do trono da graça, a fim de alcançar misericórdia e achar graça de um auxilio oportuno" (Hb 4, 16). Vemos assim que Cristo é o único mediador entre nós e o Pai. Por esse motivo as orações da Igreja são sempre Por Cristo ao Pai. 


Jesus revela também seu aspecto sacerdotal ao profetizar, anunciando a Boa Nova da libertação integral do ser humano, ao denunciar as injustiças que oprimiam e desrespeitavam a dignidade de muitos irmãos e irmãs. Mostra-se Sacerdote ao, como mestre, ensinar que Deus é um Pai que nos ama e que por isso devemos corresponder ao seu amor amando nossos irmãos. Revela-se sacerdote ao, como bom pastor, ir ao encontro das ovelhas desgarradas e feridas, os pobres e excluídos da sociedade. 

Por meio deste Sumo Sacerdote somos chamados a fazer de nossas vidas uma Oblação, uma oferta. Toda nossa vida, tudo o que fizermos deve ser ser oferecido a Deus. Assim faremos d' Ele o centro e o sentido de nossas vidas. 



ATO DE OBLAÇÃO 

Ó Jesus Cristo Sacerdote, Filho Unigênito do Deus vivo, recebei a
humilde oblação de todo o nosso ser, unida a todas as intenções
do vosso Divino Coração, desde o “Ecce venio” da Encarnação,
ao “Consumatum est” do Calvário. Queremos nos unir
especialmente à oblação de vós mesmo ao Pai, no momento em
que, chegando ao Calvário, vos despojaram de vossas vestes e vos
pregaram na Cruz. Por esta divina oblação e por vosso infinito
amor ao Pai e ao Espírito Santo, comunicai-nos esse mesmo
Espírito, em toda a plenitude do seu Amor e de seus dons, para
que ele nos livre de nossas misérias e nos enriqueça com a vossa
graça, para a glória do Pai. Amém.










                                                                                                              

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