terça-feira, 18 de março de 2014

19 de março, dia de São José


SÃO JOSÉ, O PRIMEIRO OBLATO DE CRISTO SACERDOTE

Assim o chamava, o nosso Fundador, apontando-nos o glorioso Patriarca São José como modelo, após Cristo Sacerdote e Nossa Senhora das Vitórias, a ser imitado, em sua vida interior, total doação de si mesmo a Deus, nos planos salvíficos do Senhor, para toda a humanidade. São José,
além do mais, é modelo de pureza de vida, de humildade, de espírito de serviço e de total disponibilidade à vontade de Deus. O Carpinteiro de Nazaré nos inspira, ainda, o espírito de trabalho e de obediência de fé, de silêncio e de escuta da Palavra Divina; mostra-nos como se deve contemplar o rosto de Jesus e como devemos amá-lo sobre todas as coisas. Nosso Fundador chamava São José de “o primeiro Ecônomo da Congregação”, que o ajudou a adquirir as primeiras camas para os membros que chegavam para a Fundação de Nossa Família Religiosa, no longínquo 1955.


Nesta ocasião, Dom Antonio Cabral havia entregue aos cuidados do Pe Baleeiro a velha casa paroquial de Lagoa Santa, para servir de Postulantado e Novicado da congregação. E vendo o progresso do projeto, pede a Pe Menezes que venda uma parte do terreno para ajudar financeiramente na sua instalação. Pe Baleeiro se decide a comprar uma casa perto da Lagoa, pertencente ao Senhor Martinelli,  para ser a Casa do Novicado. Também nesta compra se mostrou a ajuda carinhosa de Nosso Senhor, pois ás vésperas da escritura definitiva Pe Baleeiro não possuía  o dinheiro necessário, mas chegaram de seus parentes uma certa quantia e o próprio Banco da Lavoura ofereceu-lhe um financiamento sem altos juros para que pudesse comprar a residência para o funcionamento do noviciado. Assim Pe Baleeiro se preocupa agora com a compra das camas e colchões para os vocacionados, mesmo não tendo o dinheiro em mãos.


Indo a Belo Horizonte e visto o preço das camas e colchões, vendo que ficavam no valor de 3 mil cruzeiros e como não tinha essa quantia em mãos, resolveu ir ao seu fraternal amigo Pe Olavo, capelão do exército, e pedir-lhe emprestado tal quantia. Mas, antes de ir passou na Igreja de São José, que fica na  Avenida Afonso Pena para fazer uma visita a Jesus Sacramentado. Quando ao sair da Igreja por muito pouco não foi atropelado por um carro. O motorista saiu as pressas do carro para  xingá-lo, mas vendo nele um rosto sereno só teve coragem de perguntar: Padre o senhor não tem medo de morrer? E então Pe. Baleeiro disse que estava preocupado com várias coisas  e que não havia prestado atenção a rua. Pediu então desculpas e agradeceu a ele e a Deus por não ter acontecido nada.

O rapaz, vendo nele tanta serenidade lhe perguntou: - O Senhor não celebraria umas missas na intenção de quem lhe pede? E ao responder que sim, o desconhecido entregou-lhe a importância de 3500 cruzeiros, ou seja, o dinheiro necessário para comprar as camas e os colchões e mais 500 cruzeiros para o transporte de caminhão dos materiais comprados. E quando Pe Baleeiro foi lhe agradecer o mesmo já havia sumido.

Pe  Baleeiro percebeu neste fato a mão generosa de Jesus Cristo Sacerdote, por intercessão de São José e desde esse dia São José passou ser considerado como o nosso Ecônomo celestial e protetor de nossas casas.

Assim, naquele mesmo dia 19 de março de 1955, chegou Pe Baleeiro no caminhão que transportava  as camas e colchões com muita alegria e confiança na misericórdia de Deus.

Precisamos, como autênticos Oblatos de Cristo Sacerdote, nos espelhar no Patrono da Igreja Universal, para podermos perseverar em nossa augusta vocação, exercer os nossos Carismas e, um dia, sermos levados por ele aos céus, pois é também o Patrono da Boa Morte!