terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Festa da Apresentação do Senhor e Vida Religiosa Consagrada



Queridos irmãos, queridas irmãs, queridos vocacionados! 

Festa da Apresentação do Senhor.

Já estamos no segundo mês do ano e com muita alegria, do ponto de vista litúrgico, abrimos o mês de fevereiro com a festa da Apresentação de Jesus. Celebramos tal festa para recordar e celebrar, segundo a lei mosaica, o nascimento do primeiro filho, o primogênito que depois dos 40 dias após o nascimento deveria ser consagrado a Deus recordando a mão poderosa de Deus que salvou os primogênitos de Israel no Egito. 
No que se refere aos Evangelhos, já se destaca um outro fato:  a revelação de Deus aos homens representados por Simeão e Ana. Eles exultam, ficam cheios de alegria e felizes com a boa nova. Simeão toma Jesus nos braços e proclama-o como “luz das nações” e ao mesmo tempo declara: este menino será “um sinal de contradição para muitos em Israel.” De fato Jesus é a maior  revelação de Deus na História. Mesmo assim, ainda hoje, são tantas as pessoas que não o conhecem e não o aceitam. Logo, Jesus continua sendo desconhecido e rejeitado por muitos. 
Em Jerusalém, desde o IV século de nossa história, a festa da Apresentação de Jesus era também denominada como a festa do “ Encontro,” ou seja, o primeiro encontro de Jesus com a humanidade representada por Simeão e Ana. Como bem destaca o Papa Francisco, trata-se de um encontro histórico: o encontro entre os jovens, Maria e José, e os idosos, Simeão e Ana. Um encontro que tem como centro o próprio Jesus. 
No Cristianismo o rito da apresentação não mais existe. Todavia, o seu significado espiritual permanece até aos dias de hoje. Hoje, os pais são também convidados a apresentarem os seus filhos. Surge naturalmente uma pergunta: qual seria o significado da apresentação hoje? Antes de mais nada, reconhecer que os filhos são um dom de Deus. Pertencem unicamente a Ele. Os pais são os colaboradores de Deus, único Criador. Naturalmente, apenas isso não é suficiente. Apresentar o filho a Deus inclui também a educação cristã dos filhos e a educação para a liberdade de escolha. Os pais são os primeiros catequistas e evangelizadores de seus próprios filhos... Tudo isso pode ser traduzido na oração, nas respostas as suas dúvidas, nas decisões tomadas em conjunto, a partilha familiar, etc. 
Lançando um olhar na história das famílias cristãs, um fato nos chama a atenção: a família de Santa Terezinha do Menino Jesus. Ela, muito jovem ainda, sentia o forte desejo de entrar para a vida religiosa, para o Carmelo. Devido à sua jovem idade era impossível tal ingresso naquele tempo. Seu pai, com o desejo de ajudá-la, saiu da França e a acompanhou até Roma, na Itália, mais precisamente na cidade do Vaticano para pedir ao Papa a desejada licença. Tal pedido foi alcançado. Então Terezinha agradeceu ao pai e lhe prometeu: “na Igreja serei uma grande santa.” De fato, hoje temos a graça de poder admirar e venerar uma grande santa e doutora da Igreja. Um belíssimo exemplo de família que sabe oferecer a Deus o próprio filho ou filha, respeitando a escolha pessoal de cada um. 
Uma das tarefas dos pais é certamente a oração por seus filhos. É preciso reavivar nas famílias e nos pais o espírito de oração e de comunhão com o Senhor. Certa vez, uma mãe se apresenta a São Francisco de Salles e lhe pede ajuda e orientação sobre o que fazer com os filhos que estavam se afastando do caminho de Deus. São Francisco assim lhe respondeu: “Quando já se fez todo o possível e já não se pode mais falar de Deus aos filhos, se deve falar a Deus dos filhos.” Em outras palavras: rezar por eles...  
No mesmo dia da Apresentação do senhor a Igreja encerrou oficialmente o ano dedicado aos religiosos e à vida consagrada. A vida consagrada é de suma importância para a Igreja e também constitui um encontro com Jesus Cristo. Ele veio até nós por meio de Maria e José. Nós consagrados vamos até Ele guiados pelo Espírito Santo. Portanto, a festa da Apresentação de Jesus nos convida a uma revisão e retomada dos nossos compromissos como consagrados na Igreja a serviço dos irmãos e irmãs. Pela consagração e doação total de nós mesmos nos dispomos e somos apresentados a Ele; pela missão, o serviço livre e por amor, lhe apresentamos os nossos irmãos e irmãs de fé, de caminhada, particularmente aqueles que estão mais necessitados. Na vida consagrada, no concreto de cada dia, para se viver a dimensão do encontro pessoal e comunitário com Jesus e com os irmãos, um caminho ou um método é indispensável para tal fim. Um caminho certamente salutar e eficaz se apoia em um grande tripé: viver da Palavra, viver da Eucaristia e viver na Caridade. Eis uma das grandes razões da vida consagrada. 
Neste ano que se inicia a nossa família religiosa está particularmente muito alegre porque Deus age pouco a pouco e assim vai surgindo uma nova luz e uma nova esperança quanto ao nosso ideal e carisma de “servir Cristo Sacerdote nos Sacerdotes”. No dia 31 de janeiro tivemos a grande alegria da ordenação sacerdotal do nosso Paulo Sérgio que agora soma conosco na missão de evangelizar. Que ele seja cada vez mais semelhante ao Cristo Sacerdote segundo o nosso carisma. 
Além da ordenação sacerdotal, tivemos também o ingresso de 11 novos aspirantes e postulantes que se encontram em Brasília para a formação inicial em nossa família religiosa. Juntamente com eles ingressaram no noviciado 02 dos nossos postulantes que terão uma formação específica para uma futura consagração religiosa em nossa família oblaciana. Rezemos pela perseverança de todos eles para que possam ser amanhã na Igreja, excelentes religiosos e sacerdotes servindo a Cristo Sacerdote em nossa Congregação dos Oblatos de Cristo Sacerdote. 




Pe. Sebastião César Moreira, OCS 
                                                                                                      Setor Missões e Vocações 
















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